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Espaço de ana maria rangel

Um momento especial...
September 25

O coelho e o cachorro

                                       O Coelho e o Cachorro

                                                              por Mario Prata (fragmento)

De vez em quando surgem umas histórias que todos que contam juram ser verdade e até dizem que têm um primo que conheceu a vizinha da sobrinha da pessoa com a qual aconteceu. A mais célebre é aquela do sapatinho vermelho da sogra que desliza debaixo do banco do carro. Lembrou? Agora pintou uma nova. Simplesmente genial. Quem me contou garante que aconteceu na Granja Viana, bairro de classe média alta em São Paulo, na semana passada.

Eram dois vizinhos. O primeiro vizinho comprou um coelhinho para os filhos. Os filhos do outro vizinho pediram um bicho para o pai. O doido comprou um pastor alemão. Papo de vizinho:

- Mas ele vai comer o meu coelho.

- De jeito nenhum. Imagina. O meu pastor é filhote. Vão crescer juntos, pegar amizade. Entendo de bicho. Problema nenhum.

E parece que o dono do cachorro tinha razão. Juntos cresceram e amigos ficaram. Era normal ver o coelho no quintal do cachorro e vice-versa. As crianças, felizes.

Eis que o dono do coelho foi passar o final de semana na praia com a família e o coelho ficou sozinho. Isso na sexta-feira. No domingo, de tardinha, o dono do cachorro e a família tomavam um lanche, quando entra o pastor alemão na cozinha. Pasmo. Trazia o coelho entre os dentes, todo imundo, arrebentado, sujo de terra e, é claro, morto.

Quase mataram o cachorro.

- O vizinho estava certo... E agora, meu Deus?

- E agora? A primeira providência foi bater no cachorro, escorraçar o animal, para ver se ele aprendia um mínimo de civilidade e boa vizinhança. Claro, só podia dar nisso. Mais algumas horas e os vizinhos iam chegar. E agora? Todos se olhavam.

 O cachorro rosnando lá fora, lambendo as pancadas.

- Já pensaram como vão ficar as crianças? - Cala a boca! Não se sabe exatamente de quem foi a idéia, mas era infalível. Vamos dar um banho no coelho, deixar ele bem limpinho, depois a gente seca com o secador da sua mãe e coloca na casinha dele no quintal. Como o coelho não estava muito estraçalhado, assim fizeram. Até perfume colocaram no falecido. Ficou lindo, parecia vivo, diziam as crianças. E lá foi colocado, com as perninhas cruzadas, como convém a um coelho cardíaco. Umas três horas depois eles ouvem a vizinhança chegar. Notam o alarido e os gritos das crianças. Descobriram!

Não deram cinco minutos e o dono do coelho veio bater à porta. Branco, lívido, assustado. Parecia que tinha visto um fantasma. - O que foi? Que cara é essa?

 - O coelho... O coelho...

- O que tem o coelho? - Morreu!

 Todos: - Morreu? Inda hoje de tarde parecia tão bem...

- Morreu na sexta-feira!

- Na sexta?

- Foi. Antes de a gente viajar as crianças enterraram ele no fundo do quintal! (...)

O personagem que mais me cativa nesta história toda, o protagonista da história, é o cachorro.

Imagina o pobre do cachorro que, desde sexta-feira, procurava em vão pelo amigo de infância, o coelho. Depois de muito farejar descobre o corpo. Morto. Enterrado. O que faz ele? Provavelmente com o coração partido, desenterra o pobrezinho e vai mostrar para os seus donos. Provavelmente estivesse até chorando, quando começou a levar porrada de tudo quanto é lado.

O cachorro é o herói.

O bandido é o dono do cachorro. O ser humano.

 Sim, nós mesmos, que não pensamos duas vezes. Para nós o cachorro é o irracional, o assassino confesso.

 E o homem continua achando que um banho, um secador de cabelos e um perfume disfarçam a hipocrisia, o animal desconfiado que tem dentro de nós.

Julgamos os outros pela aparência, mesmo que tenhamos que deixar esta aparência como melhor nos convier. Maquiada.

Coitado do cachorro.

Coitado do dono do cachorro.

Coitados de nós, animais racionais.

Fonte: PRATA, Mario. ISTO É, 22/04/98

Moral da história: Julgar os outros: jamais. Quem somos nós? Julgar é para quem conhece a verdade. E somente Deus a conhece.

September 23

QUEM TEM JESUS TEM TUDO...

QUEM TEM JESUS TEM TUDO...

 

Quem tem Jesus tem tudo

Quem não tem, não tem nada,

Mas quem tem Jesus Cristo,

No céu já tem morada.

Quem tem Jesus tem vida,

Que não tem se acabará,

Mas quem não tem Jesus,

No céu não entrará!

 

Côro (2 vezes – bis):

 

Quem ama este mundo

Lá no céu não tem nada,

Mas quem tem Jesus Cristo,

No céu já tem morada...

 

A riqueza do mundo, 

Só traz tribulação,

Faz ficar orgulhoso,

E perde o galardão.

No céu há um tesouro,

Que Jesus tem para dar,

A quem deixar o mundo,

E a ele se entregar.

 

Côro (2 vezes – bis):

 

Quem ama este mundo

Lá no céu não tem nada,

Mas quem tem Jesus Cristo,

No céu já tem morada...

  

O sofrimento social é a causa da desesperança e do pessimismo

O sofrimento social é a causa da desesperança e do pessimismo

Recentemente, presenciamos nosso governante máximo atribuir as dificuldades vividas ao pessimismo de tantos, impedindo a visualização de uma melhor imagem do que se passa com o país. Na verdade, o pessimismo é um mal secreto que aflige o povo sofrido e desesperançado. Todavia, o reconhecimento de que é preciso “mudar” representa um alento salutar.

Por certo a sociedade não quer ser mera expectadora dos fatos, ela clama pela sua transformação, e esse clamor vem da força do otimismo que lhe sustenta. Paradoxalmente, estar pessimista é até admissível, diante de tudo que se lhe descortina, contudo, imperiosos se torna revestir-se de uma certa leveza e buscar meios criativos de preservação dos ideais sublimes que sustentam a Humanidade.

Não crêem os brasileiros que o mundo seja o pior possível, nem que tudo seja ruim e mal, ou que esteja perdido numa escuridão sem fim, mas que contra tudo e contra todos, é preciso lutar para que o melhor possa acontecer, quer na vida pessoal, quer em sociedade.

Pode até parecer que a visão positiva ou negativa do mundo decorra não dos fatos, mas de atitudes, porém não se pode negar nem esquecer que atitudes levam a fatos. É verdade que temos o poder de escolha sobre nossas atitudes e que as escolhas podem ou não avivar a esperança, mas não enquanto a sociedade vive um sofisma. Tudo é ‘aparentemente’ melhor, mas de palpável e concreto pouca coisa ou nada se realiza, muita falácia...

Os discursos fartos apresentam soluções desejáveis, mas a realidade constata os absurdos,  dissimulação de ilusões das ‘verdades’ anunciadas.

O país parece mais estar sendo governado por um grupo de pensadores da sofística helênica, de malabaristas de argumentos sedutores, mais sedutores do que plausíveis.

A principal doutrina sofística expressada pela máxima de Protágoras, de que "o homem é a medida de todas as coisas", apenas tem levando à lamentável crença de que para triunfar no mundo, não é necessário justiça e retidão, mas prudência e habilidade, e a realização da Humanidade perfeita passa a não residir na ação ética, no domínio de si mesmo, na justiça para com os outros, mas no engrandecimento ilimitado da própria personalidade, no prazer e no domínio violento dos homens, a qualquer custo, com a finalidade precípua de possuir e gozar os bens terrenos, visto estes bens ou valores serem limitados e ambicionados por outros homens.

Daí resulta, como estamos vendo restar mundo afora, a única forma de vida social possível num mundo em que estão em jogo unicamente forças brutas, materiais, a forma violenta, injusta e truculenta, onde se tem prejudicada a igualdade entre os fortes e os fracos, pois a verdadeira justiça conforme a natureza material, exige que o forte, o poderoso, oprima o fraco em seu proveito.

A sociedade torna-se palco, muitas vezes de atos arbitrários, tirânicos, em nome de um bem que inexiste ao seu dispor – saúde, educação, segurança, respeito, justiça, igualdade, solidariedade etc –  fundado não sobre a natureza gregária e  racional do homem, e sim sobre a sua natureza animal, instintiva, passional, prevalecendo o domínio do mais poderoso, pois em uma sociedade em que estão em jogo apenas forças brutas, a força e a violência acabam sendo os únicos recurso, meios ou elementos organizadores, o único sistema jurídico possível.

Pergunta-se: é possivel ser otimista diante de um quadro que reclama por mudanças e resiste? 

Falando sobre O Jugo de Jesus...

 

Citação

O Jugo de Jesus...

Quando trocamos o nosso jugo com o de Jesus, somos transformados...

 

Mt 11:25-30 –  “25.Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultastes estas coisas aos sábios e instruídos e as revelastes aos pequeninos.

26.Sim,ó Pai, porque assim te aprouve.

27.Todas as coisas me foram entregues por meu Pai; e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.

28. Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.

29. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma.

30.Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.”

 

Esta Palavra é um presente de Deus: é a revelação de Deus em sabedoria compartilhada com o Filho e conosco.

 

Ela nos remete o pensamento ao período da infância e da adolescência, quando se ouvia tocar um belo hino, Vinde a Mim, que nos marcou muito, e que cantarolamos vida inteira, e que aprendemos ouvindo pelo serviço de auto-falante que existia na Glória, bairro de Vila Velha, ES, pelos idos de 1960 a 1970, e não se tem escutado esse hino de chamamento aos pecadores. A letra, que deve estar incompleta, deve ser esta:

               Vinde a Mim

Tua alma está ferida, magoado o coração,

A tristeza já se apoderou de ti?

 

Escuta, meu amigo, Jesus te fala assim:

Oh! Cansados e oprimidos, vinde a mim!

 

Tomai sobre vós o meu jugo;

E eu vos aliviarei.

O descanso verdadeiro vós tereis no coração.

 

Escuta, meu amigo, Jesus te fala assim:

Oh! Cansados e oprimidos, vinde a mim!

 

Desperta tu que dormes... (e continua).

 

Se observarmos o início do Capítulo 11, vemos que Jesus estava percorrendo vilarejos da zona rural da Galiléia, passando por algumas cidades junto com os seus discípulos e promovendo os mais diferentes milagres. Ele e os discípulos que o acompanhavam expulsavam demônios e operavam muitas curas. Cegos, coxos, leprosos, surdos, e outros enfermos eram curados, mortos eram ressuscitados, os pobres recebiam ensinamentos. E todos estavam maravilhados.

 

E Jesus quis revelar-lhes que todo aquele poder que Ele exercia e o que Ele lhes tinha dado, vinha do Pai, porque só o Pai é o Deus Todo Poderoso. E Jesus quer nos revelar e compartilhar esse poder que emana do Pai.

 

Ele acabava de lhes falar sobre os grandes pecados do povo habitante nas cidades de Corazim, Betzaida e Cafarnaum, mas nem por isso Ele deixou de lhes fazer o bem, ministrar curas e aliviar-lhes o sofrimento – cura da mulher do fluxo de sangue, leprosos, criado do centurião, a sogra de Pedro, endemoninhados gadarenos, o paralítico enfim, tantos outros – e disse a eles que por isso, porque viram a glória de Deus de perto, presenciaram os sinais de maravilhas que Ele operou, por isso mesmo lhes seria cobrado muito mais.

 

E disse a eles que se as cidades de Tiro, Sidom e até mesmo Gomorra tivessem tido a oportunidade de conhecer tais maravilhas, ah! não teriam sido destruídas, teriam sido poupadas até hoje... Lembramos também de Nínive, que primeiro poupada quando Deus usou Jonas para advertir o povo e conclama-lo ao arrependimento! Só mais tarde 150 depois do episódio de Jonas Nínive voltou a cair em pecado...

 

Ai de ti, tais cidades... Ai de ti homens e mulheres...

 

 

 

E Jesus está com isso ensinando sobre a é a grande responsabilidade que pesa sobre aqueles que se tornam  conhecedores da Palavra. Ai daquele que a conhece e não a pratica. A mão do Senhor haverá de ser mais pesada, porque mais lhe será cobrado... Aquele que sabe distinguir entre noite e dia, entre treva e luz, entre o bem e o mal...

 

No v. 25, quando Jesus está respondendo a todas essas questões indagadas pelos seus discípulos, observem que ele dá graças ao Pai porque revelou tais coisas a Ele e aos que o acompanham, e mais, Ele, o Filho do Deus Altíssimo, se coloca na posição dos humildes, dos pequenos, os de baixa condição social, não apenas as criancinhas a que se refere o Evangelho de Lucas 10:21,12, mas a todos nós, que reconhecemos que somos infinitamente pequenos diante da grandeza de Deus. O que se aprende com Jesus é que quando o homem se humilha é que se iguala a Ele, porque Ele é humilde, embora nem precisasse sê-lo. E Jesus está nos dizendo: Aprendei de mim que sou manso e sou humilde de coração. É na humildade que aprendemos com Ele.

 

E nesse aprendizado de humildade Ele manifesta a sua gratidão ao Pai: Ele é agradecido ao Pai que lhe revela  toda sabedoria que ocultou aos sábios e instruídos.          

 

E não há aprendizagem – NENHUMA – fora da palavra de Deus. Aqui reside todo o conhecimento que foi dado à Humanidade. As Ciências mais diversas se sustentam no conteúdo da Palavra de Deus, ainda que muitos cientistas não se apercebam disso – medicina, matemática, linguagem, engenharia, o direito etc.

 

O que seria delas se desprezassem as leis divinas. E quando desprezam, fazem o caminho de volta nas suas descobertas e pesquisas porque não se fundamentaram na verdade. E só existe uma verdade.

 

Até as ciências mais modernas como a Ecologia, que estuda e cuida, por exemplo, das questões vinculadas ao meio ambiente e dita regras de preservação ambiental, saúde pública, pessoal etc., quer queiram, quer não, se alicerçam na Palavra de Deus. É o que se vê no Livro de Deuteronômios 23:12,13 e 14: “12.Também terás um lugar fora do arraial; e ali sairás fora. E entre as tuas armas terás uma pá; e será que, quando estiveres assentado fora, então, com ela cavarás e, virando-te, cobrirás aquilo que saiu de ti. Porquanto o Senhor, teu Deus, anda no meio do arraial, para te livrar e entregar os teus inimigos diante de ti; pelo que o teu arraial será santo, para que ele não veja coisa feia em ti e não volte atrás.”

 

Andar limpos, ter bons hábitos de higiene e manter limpo o lugar ao nosso redor, preservar a natureza, tudo isso, agrada a Deus...

 

Com isso queremos dizer apenas que tudo o que a Palavra nos revela passa a ser NOSSO encargo de obediência, e a ele passamos a ser sujeitos para CUMPRIR e OBEDECER.

 

E é esse o encargo de que estamos falando, o encargo de obedecer aquilo que nos é paulatinamente, ao longo de nossas vidas, revelado por Deus. Ensinamento passado, ensinamento cumprido e obedecido. Fora disso é desobediência.

 

É esse o encargo que recebemos de Jesus, é esse o jugo suave que Jesus que nos ofertar, Ele que fiquemos com o jugo suave e o fardo leve dEle e, em troca Ele toma o nossos jugo e fardo pesados.

 

E o que é jugo? Jugo é uma peça de madeira que se coloca sobre a cabeça dos animais de tração, atrelando-os à carroça na qual são depositados os fardos para transporte; canga; mas é também a sujeição imposta pela força ou pela autoridade, é o vínculo de submissão e de dever de obediência.

 

E o que é fardo? Fardo é pacote, embrulho, volume, trouxa, conjunto de objetos e pertences pesados e volumosos sendo transportados, carga.

 

 

Ora, Jesus está a nos dizer no v. 30 que o jugo que tem para trocar pelo nosso é suave e o fardo leve. Jugo suave não pesa na consciência, nem nos ombros, fardo leve e com o a paina ou a pena. É como se estivéssemos carregando sobre os ombros um algodão doce...

 

A história da economia do Mundo que nos é relatado na própria Palavra de DEUS, dá conta que na Palestina, no ano de 926 a.C. morreu o rei Salomão e com ele o sonho de Israel de ser a grande potência mundial. No lugar do império construído por Davi e Salomão, surgiram dois reinos, o de Israel, ao norte, e o de Judá, ao sul. Os próprios israelitas dissiparam a herança recebida dos dois grandes reis. Velhas disputas tribais estavam em jogo. Mas, o estopim da tragédia foi a insistência do rei Roboão, o herdeiro do trono de Judá, que resolveu aumentar os impostos.

 

Fala Jeroboão e toda a congregação de Israel a Roboão: “Teu pai impôs-nos um jugo pesado; alivia agora a rude servidão e o pesado jugo que o teu pai nos impôs, e seremos teus servos(I Reis, 12: 4).

 

Entretanto, tendo desprezado os conselhos dos anciãos, e ouvindo os jovens seus contemporâneos, Roboão desprezou o aconselhamento dos anciãos experientes, e assim respondeu ao povo: “Meu pai impôs-vos um jugo pesado? Pois eu o tornarei ainda mais pesado. Meu pai vos castigou com açoites? Pois eu vos castigarei com escorpiões” (I Reis, 12: 14).

 

É assim o jugo do mundo, o jugo do homem sobre o homem: PESADO.

 

Na seqüência da história, o país se desintegrou. Houve uma longa sucessão de guerras e até os escudos de ouro do templo foram roubados, o povo começou a cultuar Baal e o reino de Israel, incluindo Judá, foi completamente dizimado pelos assírios e por eles subjugado. O povo de Deus foi submetido a pesado jugo econômico.

 

E não é diferente nos dias de hoje. Vemos os economistas falarem do aumento da carga tributária ano após ano, e cada vez é maior. Se olharmos para as questões sociais que assolam os povos do mundo inteiro constata o pesado jugo que recai sobre a população. Para se educar bem um filho hoje requer muitos sacrifícios, para cuidar da saúde, nem se fala, para sair na rua com segurança, nem pensar.

 

É esse o jugo do dia-a-dia do homem aqui na Terra, pesado demais para carregá-lo sozinho. Com ele o homem se arrasta, porque no mundo temos muitas aflições e angústias.

 

A Palavra de Deus ministrada em João 16:33, o próprio Jesus nos fala que “no mundo tereis aflição”... Mas com Ele renovam as esperanças: “mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”. E com Ele nós somos mais do que vencedores.

 

E Jesus está revelando o poder de Deus que nos é dado através dEle para vencer o mundo, e nós não podemos abdicar desse poder. Temos de receber e aceitar o convite para exercer esse poder que vem de Deus, e que recebemos através do Filho.

 

No v. 28, Jesus dirige aos aflitos com o chamamento  Vinde a mim” , e com isso nos faz um convite tríplice. É esse o convite transformador das nossas vidas. Aceitam-se o convite somos verdadeiramente transformados. Vejamos:

 

a) para vir a Ele e receber o dom gratuito da salvação. Vamos para Ele, Ele quer salvar a todos nós, Ele não faz acepção de pessoas, importa é que todos sejam salvos;

 

b) para aprender em discipulado, isto é, o aprendei de mim, significa o apelo para aprender com Ele, como Ele aprende com o Pai, para que, assim, e aprendamos todos juntos e sejamos todos, a um só tempo, igualmente conhecedores da sabedoria do Pai que se revela a nós, vivendo em UNIDADE de espírito divino;

 

c) para receber o jugo com instrução sob disciplina. A disciplina é tudo em nossa vida, é dela que decorre a perseverança e a obediência. O homem disciplinado não é ansioso, sabe esperar, sabe decidir no momento certo, porque segue as orientações de Deus e confia nelas, sabe que independentemente de tudo que esteja vendo e vivendo, a promessa de Deus em sua vida se cumprirá, ainda que tudo pareça contrário. Pareça, mas não é. O que parece é apenas a imagem deturpada da realidade que o inimigo tenta nos incutir, como se fora uma fotografia falsa das circunstâncias, uma montagem. Mas o verdadeiro soldado de Cristo, segue o regime disciplinar dele, e aceita a condução somente do Bom Pastor, aquele que nos conduz com sua vara e seu cajado.

 

Quem recebe a instrução do Senhor recebe com disciplina e sabe que tem de andar no caminho, na direção daquele que estabelece o jugo, do alvo que é Jesus, onde estão as promessas feitas para nós. É Nele que as promessas de Deus se realizam em nossas vidas.

 

Ter a disciplina de Jesus é amar como Ele ama, viver como Ele viveu entre nós, caminhar como Ele caminhou, sentir como ele sente...

 

Se olharmos para a vida de Jó vemos isso. Em Jó 2:7 vemos: “Então, saiu Satanás da presença do Senhor e feriu a Jó de uma chaga maligna, desde a planta do pé ao alto da cabeça.” E todos conhecem o estrago que Satanás fez na vida de Jô que perdeu tudo o que possuía: família, bens, honra, poder, reconhecimento social, tudo. Mas era um homem temente a Deus, pois:

1º· - confiava que era salvo por Deus;

2º· - era instruído na Palavra de Deus;

3º· - teve a disciplina necessária para saber esperar.

 

Jesus nos prometeu o novo céu e a nova terra, a nova Jerusalém, a morada ao lado do Pai, e cremos nisso, mas para chegar lá, ao lugar da promessa, à nossa terra prometida, à nossa Canaã celestial, teremos de lutar muito assim como ele lutou e venceu, só que com uma vantagem: Ele já sofreu por nós aqui na Terra a dor maior, Ele já pagou o preço na Cruz do Calvário num lugar chamado Monte do Gólgota, “Lugar da Caveira”, e nenhum sofrimento que tenhamos aqui se compara ao dEle...  ...e nem à glória que há de vir...

 

Se qualquer um quiser hoje visitar esse lugar, é possível  chegar ao topo do Monte Gólgota subindo escadas,  e não carregando sob açoites pesada cruz, e visitando igrejas que ali se instalaram e não sendo pregado numa cruz. O lugar existe e o que a história bíblica nos relata é verdadeiro. É verdade que Jesus morreu na cruz por mim e por toda a Humanidade. E essa não pode ser uma mera frase de efeito de pregador ou para ilustrar uma oração. É para refletirmos nela todos os dias e agradecer e agradecer e agradecer...

 

Jesus sofreu morte de cruz por nós, para nos salvar. E nós não queremos o sofrimento? Como Jó disse à sua mulher no capítulo 2:10:”...recebemos o bem de Deus e não receberíamos o mal?” Vejam como Jó naquela época, antes mesmo de Jesus ter vindo ao mundo para nos ensinar, ele já sabia que o seu mundo era de aflições e tribulações. E esperou com paciência no Senhor. E a vitória dele todos conhecem. E Satanás mais uma vez foi derrotado.

 

Mas o servo de Deus, o justo, o crente sofre. E muito. Sofrimento, aflições, angústias é que não faltam na vida dos servos de Deus. Mas quando ele troca o jugo e o fardo com o de Jesus o sofrimento é diferente, é um sofrimento transformado em glória, em bênçãos...

 

A Palavra de Deus nos indica, pelo menos, sete motivos ou razões pelas quais os justos sofrem:

 

1) Começa pela razão da queda de Adão e Eva. Esta foi a porta pela qual o pecado entrou no mundo, e passou para todos nós, e com o pecado veio a dor, a tristeza, a angústia, o conflito e a morte sobre o homem. A desobediência levou à queda a criação preciosa de Deus.

 

Mas Deus, na sua infinita misericórdia, vendo que morte entrou no mundo criado por Ele pela ação do homem, nos dá graça, fortaleza e consolo divinos. Sustenta-nos mesmo neste mundo de pecado. E foi por isso que o seu Filho, Deus Filho, se fez homem e habitou entre nós para nos garantir a salvação. E é ela graça de Deus que somos salvo, e não por mérito, por mais que façamos para tal. A salvação é algo impagável perante Deus.

 

2) O justo sofre pela mesma razão que o ímpio sofre, em conseqüência dos nossos próprios atos. Todos somos pecadores. A diferença ente o justo e o ímpio reside apenas no fato de que o justo conhece a Jesus e reconhece o seu erro, se arrepende e pede perdão, e outra vez a infinita misericórdia divina o abraça de volta ao Pai. Nisso somos todos iguais. Somos todos pecadores e destituídos da graça de Deus. Todos. Somente temos acesso a graça de Deus pelo arrependimento e pela fé em Cristo Jesus, somente “pela graças sois salvo.”

 

3) O justo sofre pelos outros, pelos irmãos que ainda não foram salvos, sente aflição e angústia pela iniqüidade do mundo. O verdadeiro crente carrega sobre si o encargo permanente da oração pelos pecados do mundo.

 

4) O justo sofre ainda em decorrência dos ataques do Diabo, que anda pelo mundo tentando controlar, tudo e todos, mas nós temos o dever de olhar para a cruz de Cristo e vencê-lo: “esforça-te e tenha bom ânimo, eu venci o mundo.” Temos de estar vigilantes às suas ciladas e resistir aos seus ataques, pois assim ele bate em retirada. O próprio Jesus foi tentado por ele. E venceu.

 

5) O justo sofre porque tem a mente de Cristo. Ser cristão, ser crente significa estar em cristo, em comunhão com Ele, e estando em comunhão com Ele estamos em comunhão com o Pai, e se estamos unido a Ele, compartilhamos do mesmo sofrimento dEle. Ele sofre com a vida pecaminosa do homem, e devemos também, nessa unidade espiritual, sofrer porque temos a mente dEle. Paulo nos ensina lá em 2Cor 11:23-32 que sofreu por amor a Cristo,  em Rom12:15 nos exorta a chorar com aqueces que choram. Isto é sofrimento com Cristo.

 

6) O sofrimento do justo também é usado por Deus para o nosso aprimoramento, melhoramento, crescimento, e com ele Deus quer nos lapidar a seu modo, Ele faz de nós, pedra bruta, um brilhante inigualável e preciosamente polido. É por isso que devemos dar o testemunho das nossas experiências obtidas com sofrimento, porque elas são sempre seguidas de vitória. Por isso é importante o testemunho na Igreja, relatando a vitória obtida, pois fortalece e renova as esperanças da Igreja. Só então é que vemos que o sofrimento passado é nada. Ah! se soubéssemos que iria acabar assim não teríamos sofrido tanto! É preciso saber esperar...

 

7) Porém, a mais importante razão do sofrimento do justo é que Deus usa o seu sofrimento para realizar a sua obra, realizar os seus planos, propagar o seu reino e o seu plano redentor, libertador, de salvação, o seu plano de resgate da Humanidade criada. TUDO O QUE DEUS CRIOU ERA BOM, mas com a queda do homem pela própria ação do homem, foi necessário que Deus elaborasse um plano no qual Ele abriria outra porta de salvação para o homem, e dessa vez ofereceu em sacrifício de cruz seu único e amado Filho que se fez carne, habitou e morreu por nós, ressuscitando a seguir, em vida plena.

 

Esse é o plano redentor de Deus para a Humanidade.

 

E o que é redentor? É aquele que resgata, que redime, que liberta. Redenção é auxílio, é proteção, que livra de situação difícil, salvação, é também a esmola dada para remir o cativo. Antigamente era usada para indicar a importância paga em dinheiro com a qual se comprava escravos para libertar do jugo do seu senhor.

 

E Jesus com o seu convite tríplice está sempre nos estendendo a mão e dizendo: Venha a mim, venha você que está cansado e oprimido, eu vou aliviar a sua dor. Toma o meu jugo, troca pelo jugo do mundo que você carrega, o meu jugo é suave e o meu fardo é leve e oferece descanso e refrigério, e esse que você carrega, é pesado. Comigo a sua vitória é certa e fora de mim não há salvação.

 

Estas palavras contidas em Mateus 11:25-30 que falam da revelação de Deus a nós, ensinam o segredo para uma vida melhor: obedecer, perseverar, ter mansidão e humildade, e confiar em Deus, aceitar o convite de Jesus para receber na salvação que ele nos oferece, e permanecer firme nela, manter-se instruído na Palavra de Deus, aprendendo com Ele e guardando a disciplina recomendada por Ele, e saber esperar, sem ansiedade.

 

E ao vencedor Ele dará a coroa da vida, e sabemos que, com Ele, somos mais do que vencedores, porque sabemos em quem temos crido e estamos bem certos que é poderoso para guardar o nosso tesouro até o dia final. Glória a Deus! Aleluia! E amém!

 

(Ana Maria Rangel - Palavra ministrada na Igreja Assembléia de Deus do IBES, no Grande Culto das Irmãs do Círculo de Oração, domingo, 25 de março de 2007).

 

 

September 18

A VERDADEIRA SABEDORIA

A VERDADEIRA SABEDORIA

"E vós, filhos de Sião, regozijai-vos e alegrai-vos no Senhor, vosso Deus, porque ele vos dará ensinador de justiça e fará descer a chuva, a temporã e a serôdia, no primeiro mês." [Jl 2:23]

Todos fomos criados à imagem e semelhança de DEUS, que se revela na Bíblia como um ser infinito, eterno, autoexistente e como a Causa Primária de tudo o que existe. Deus sempre existiu, nunca houve um momento sequer, na existência desse tudo que conhecemos como sendo o universo, em que Deus não existisse. Moisés, varão de Deus, afirma em oração que "antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és Deus." [Sl 90:2]. Deus criou todas as coisas: "No princípio, criou Deus os céus e a terra."[Gn 1:1].

Através do método do poder da Palavra Deus tudo criou.A atividade de sua criação é plena e somente ele pode realizar. Num determinado momento Deus criou a matéria e a substância que nunca antes existiram e lhes deu forma e tudo o mais que existe, e paulatinamente foi criando luz, treva, seres viventes etc.

Somente Deus cria algo. O homem, por mais conhecimento que tenha apenas transforma o que já é criado. O homem se atreve a conjugar o verbo criar, mas somente Deus pode fazê-lo, pois vem do hebraico 'bara' significando uma atividade - criar - que somente Deus é capaz de realizar. Somente Deus tem o conhecimento e a sabedoria e o poder de criar. Ao homem é dado por Deus conhecer a Verdade que Ele é em nossas vidas. E esse é o conhecimento cuja base maior é o conhecimento da PALAVRA de DEUS: “e conhecereis a VERDADE e a VERDADE vos LIBERTARÁ.” [Jo 8:32]

Todas as áreas do diminuto saber humano - ciências humanas, exatas, espaciais, biológicas, tecnológicas, teológicas etc. - estão intrinsecamente vinculadas ao estudo da PALAVRA DE DEUS: "examinai as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna..." [Jo 5:39]. Impossível ao homem conhecer quaisquer verdades sem que estejam assentadas na Palavra de Deus, e se não estiver assim, verdade não é. Sãos as Escrituras Sagradas que devemos examinar para adquirir o verdadeiro conhecimento. Ao adquirirmos conhecimento estamos crescendo na GRAÇA e ampliando nossa inteligência ou sabedoria para nos tornamos mais capazes de reconhecer ou interpretar informações e, sobretudo, quando estas estão vinculadas ao termo de DEUS, que é o princípio de toda sabedoria.

O volume do conhecimento que adquirimos ao longo de nossas vidas, desde o nascimento, se fosse representado, por exemplo, por um círculo de área igual ao nosso conhecimento, e fora desse círculo esteja todo o conhecimento disponível que até então não exploramos, tomamos a margem deste círculo como sendo a sua fronteira com o infinito desconhecido, e o alargamento dessa margem ou borda da circunferência segue a um movimento ou ordem natural de aprendizagem. Primeiro aprendemos o fundamental, o básico, e depois avançamos aprendendo mais e mais, alargando a borda da circunferência, e quando aumentamos nosso conhecimento a área do círculo aumenta e, por conseqüência, o perímetro que é a nossa fronteira ou limite com o desconhecido alarga também, e se antes o que era desconhecido passa a não ser mais, novos temas a serem desconhecidos surgem à nossa frente, numa busca constante. Daí, decorre que o tamanho dessa fronteira também aumenta, a fronteira de um círculo maior é maior do que a do círculo menor. É por isso que quanto mais se sabe, mais se sabe que nada se sabe.

Com o conhecimento aumenta cada vez mais a fronteira a ser explorada. Ao aprendermos algo novo, sempre acabam surgindo novos temas a serem estudados e explorados. Assim há de ser a nossa caminhada diante de Deus. Isto é o infinito e aumenta sempre. Sempre em direção ao PAI CELESTIAL.

Estudos seculares acerca do desenvolvimento da sociedade mundial elaborados por economistas estudiosos, a exemplo de James Appleberry apontam que desde a era de Jesus Cristo até por volta de, aproximadamente, o ano de 1750, o conhecimento de domínio da Humanidade foi duplicado. Acredita-se que por volta de 1900, no início do Século XX da Era Cristã, esse fato se repetiu, e mais uma vez se repetiu nos meados deste mesmo Século XX, com nova duplicação. Essas duplicações têm sido gradativas e progressivas de tal sorte que o conhecimento se duplica a cada cinco anos. E no ano de 2020 estima-se que esse conhecimento se duplicará a cada 73 dias.

Esses dados foram obtidos a partir de afirmações de James Appleberry, Presidente da Academia de Ciências Humanas e Sociais e Presidente de la American Association of State Colleges and Universities de los EUA. (http://www.workshop.com.br/paginas/artigos/conhecimento.htm, no Google – acessado e obtido em 6/ago/2007).

Quando somos levados pelo Espírito Santo a ler e a meditar nas Sagradas Escrituras algo tremendo acontece. Percebemos, entre outras coisas, que somos imperfeitos e que precisamos nos consertar muito.

A PALAVRA de DEUS nos impulsiona conhecer nossas imperfeições e nos ensina diuturnamente como alcançar a perfeição em Cristo Jesus e prosseguir trilhando esse caminho. Para que isto se materialize devemos rogar a DEUS pedindo-lhe discernimento e humildade para consertar as muitas falhas que existem em nós. DEUS com certeza concederá discernimento, humildade e sabedoria a todos quantos lhe pedirem, e não o lança em rosto: "E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada." [Tiago 1:5].

DEUS dá a sabedoria a TODOS, e LIBERALMENTE. Basta pedir com fé, sem duvidar no coração.

O rei Salomão bem sabia disso quando disse: “Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem o conhecimento e o entendimento”.[Pv 2:6] Devemos, pois, receber com alegria as exortações da PALAVRA de DEUS e refugiar nos braços do SENHOR. Deixemos que as verdades das Sagradas Letras gotejem como orvalho sobre a terra seca em nossos corações e façamos brotar nela frutos para a vida eterna. A PALAVRA do SENHOR proporciona vida, sabedoria e vitória.

Este é o caminho. Esta é a verdade. Esta é a vida. Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida [Jo 14:6], coroada com a vitória em Cristo Jesus, o Mestre por excelência, que nos ensina o caminho da verdade, sem olhar a aparência do homem. E ninguém chega ao Pai Celestial senão pelo caminho da Verdade que é Jesus.

Amém.